A Polícia Civil de Minas Gerais (PCMG) participou, nesta quinta-feira (14/5), da quinta fase da Operação Elo Quebrado, uma ofensiva integrada das forças de segurança voltada ao enfrentamento da governança criminal em Minas Gerais. Desta vez, o foco das ações foi a Zona da Mata mineira, especialmente o município de Manhuaçu e cidades consideradas estratégicas para as rotas utilizadas por organizações criminosas.
A operação, iniciada em fevereiro de 2026, surgiu a partir de ações concentradas em aglomerados da Região Metropolitana de Belo Horizonte, com o objetivo de conter o avanço de facções criminosas e desarticular estruturas responsáveis pelo tráfico de drogas, armas e outros crimes violentos. Nesta nova etapa, o trabalho das forças de segurança avança para o interior do estado, ampliando a presença estatal em regiões consideradas sensíveis para a atuação dessas organizações.
Segundo o subsecretário de Integração da Segurança Pública da Secretaria de Estado de Justiça e Segurança Pública de Minas Gerais (Sejusp-MG), Christian Vianna de Azevedo, a Operação Elo Quebrado é uma estratégia essencial no combate às facções criminosas e busca impedir a consolidação territorial desses grupos.
“Nosso objetivo é desmantelar estruturas criminosas, enfraquecer lideranças e interromper os fluxos ilícitos que sustentam essas organizações”, destacou.
Durante coletiva de imprensa, representantes das forças de segurança divulgaram o balanço parcial da operação. Ao todo, foram cumpridos:
As ações ocorreram nos municípios de:
A operação contou com atuação conjunta da Sejusp-MG, Polícia Civil, Polícia Militar, Polícia Penal e Polícia Federal.
Além das prisões, houve apreensão de drogas, armas, munições e dinheiro. Também foram realizadas revistas em unidades prisionais da região, incluindo o Presídio de Caratinga, o Presídio de Manhuaçu e o Presídio de Manhumirim. Segundo as autoridades, durante as inspeções foram recolhidos objetos cortantes e materiais proibidos.
A ofensiva mobilizou aproximadamente:
A chefe da Polícia Civil de Minas Gerais, delegada-geral Letícia Gamboge, afirmou que o trabalho integrado entre as forças de segurança vem contribuindo diretamente para a redução dos índices de criminalidade no estado.
“A integração fortalece a proteção da população e amplia a capacidade de resposta do Estado contra o crime organizado”, afirmou.
O secretário de Estado de Justiça e Segurança Pública, Rogério Greco, destacou que a operação representa a consolidação de uma política permanente de enfrentamento às facções criminosas em Minas Gerais, baseada em repressão qualificada e Inteligência.
“Facções que tentarem atuar em Minas Gerais serão enfrentadas. E novas operações ainda maiores já estão em planejamento”, declarou.
O comandante da 12ª Região da Polícia Militar, coronel Márcio Roberto de Souza, ressaltou que o objetivo das operações integradas é reforçar a presença do Estado em áreas estratégicas e dificultar a expansão da criminalidade organizada.
Já o superintendente regional da Polícia Federal em Minas Gerais, Richard Murad Macedo, afirmou que a Operação Elo Quebrado demonstra o compromisso das instituições de segurança no combate ao crime organizado interestadual.
A nova fase da Operação Elo Quebrado evidencia uma mudança no cenário da segurança pública em Minas Gerais. Regiões do interior, antes vistas apenas como corredores logísticos, passaram a ser monitoradas como áreas estratégicas para o deslocamento, armazenamento e distribuição de drogas, armas e recursos financeiros utilizados por organizações criminosas.
Com atuação simultânea em diferentes cidades da Zona da Mata, as forças de segurança buscam interromper a estrutura operacional desses grupos, dificultando sua expansão territorial e fortalecendo o controle estatal em regiões consideradas vulneráveis.
A expectativa das autoridades é que novas fases da operação sejam realizadas nos próximos meses, ampliando o cerco ao crime organizado em Minas Gerais.