“No Brasil, falar em facção criminosa evoca imagens de territórios sitiados, bocas de fumo com vigilância armada e cidades inteiras sob o poder paralelo do tráfico. Em estados como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, essa é uma realidade brutal e cotidiana. Mas em Minas Gerais, o crime organizado joga com outras regras — e é exatamente isso que o torna mais perigoso do que parece.”
“Uma população entre 50,6 e 61,6 milhões de pessoas no Brasil vive em locais onde prevalecem também, ou apenas, as regras do que mandam as facções criminosas.”
— Estudo da Universidade de Cambridge, agosto de 2025
“Não há nenhum território em Minas em que dois policiais não possam entrar ou sair a qualquer hora.”
| Aspecto | Domínio (RJ, BA, PE) | Ocupação (MG) |
|---|---|---|
| Controle territorial | Presença armada ostensiva | Presença silenciosa |
| Violência | Alta e visível | Menor conflito aberto |
| Facções presentes | Poucos grupos hegemônicos | Mais de 35 organizações |
| Sistema prisional | Base de comando | Motor de recrutamento |
| Estratégia | Confronto aberto | Infiltração econômica |
| Interiorização | Já consolidada | Em expansão |
“Em vez de solução, o sistema prisional tornou-se o epicentro do fortalecimento das facções criminosas.”
“As estratégias do PCC não são de uma disputa belicosa de territórios nas periferias. A união de facções pode indicar uma articulação para não provocar disputas territoriais — porque isso chama atenção das polícias.”
— Professora Ludmila Ribeiro, CRISP/UFMG
Em menos de seis anos, o número de presos faccionados no estado cresceu 55%.
“No Brasil, falar em facção criminosa evoca imagens de territórios sitiados, bocas de fumo com vigilância armada e cidades inteiras sob o poder paralelo do tráfico. Em estados como Rio de Janeiro, Bahia e Pernambuco, essa é uma realidade brutal e cotidiana. Mas em Minas Gerais, o crime organizado joga com outras regras — e é exatamente isso que o torna mais perigoso do que parece.”
O retrato mais recente do crime organizado no Brasil é alarmante. De acordo com o Atlas da Violência 2025, elaborado pelo Ipea em parceria com o Fórum Brasileiro de Segurança Pública, as facções criminosas estão presentes em todos os estados da federação — mas de maneiras profundamente diferentes entre si.
Um estudo da Universidade de Cambridge, publicado em agosto de 2025 na revista Perspectives on Politics, revelou que entre 50 e 61 milhões de brasileiros — algo entre 25% e 30% da população do país — vivem em territórios onde as regras das facções se sobrepõem, ou substituem, as leis do Estado.
88 facções identificadas no Brasil em 2024
61 milhões de brasileiros vivendo sob regras de facções
35 organizações criminosas monitoradas em Minas Gerais
50% de aumento nas ocorrências de tráfico em MG em 2025
“Uma população entre 50,6 e 61,6 milhões de pessoas no Brasil vive em locais onde prevalecem também, ou apenas, as regras do que mandam as facções criminosas.”
— Estudo da Universidade de Cambridge, agosto de 2025
“Não há nenhum território em Minas em que dois policiais não possam entrar ou sair a qualquer hora.”
| Aspecto | Domínio (RJ, BA, PE) | Ocupação (MG) |
|---|---|---|
| Controle territorial | Presença armada ostensiva | Presença silenciosa |
| Violência | Alta e visível | Menor conflito aberto |
| Facções presentes | Poucos grupos hegemônicos | Mais de 35 organizações |
| Sistema prisional | Base de comando | Motor de recrutamento |
| Estratégia | Confronto aberto | Infiltração econômica |
| Interiorização | Já consolidada | Em expansão |
“Em vez de solução, o sistema prisional tornou-se o epicentro do fortalecimento das facções criminosas.”
“As estratégias do PCC não são de uma disputa belicosa de territórios nas periferias. A união de facções pode indicar uma articulação para não provocar disputas territoriais — porque isso chama atenção das polícias.”
— Professora Ludmila Ribeiro, CRISP/UFMG
Em menos de seis anos, o número de presos faccionados no estado cresceu 55%.