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A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais, por meio da 1ª Delegacia de Polícia Civil de Sete Lagoas, concluiu dois inquéritos policiais que apuraram a atuação de uma organização criminosa especializada no desvio de cargas de ferro gusa nas cidades de Sete Lagoas e Sarzedo.
As investigações tiveram início após uma vítima comparecer à unidade policial e relatar o desvio de mais de 50 toneladas de ferro gusa, ocorrido entre o final de 2025 e o início de 2026.
Durante as diligências investigativas, policiais civis conseguiram identificar os motoristas responsáveis pelo transporte das cargas desviadas, bem como o principal articulador do esquema criminoso.
Conforme apurado, o investigado abordava os motoristas responsáveis pelo transporte do material e oferecia vantagens financeiras para que as cargas fossem desviadas e entregues a terceiros previamente indicados. Para conferir aparência de legalidade às operações, eram fornecidos tickets falsificados aos motoristas, simulando a entrega regular da carga ao destinatário originalmente contratado.
As investigações apontaram ainda que o material desviado era encaminhado para uma siderúrgica situada em Sarzedo, local onde o ferro gusa era recebido e armazenado.
No decorrer da investigação, representou-se em juízo pela expedição dos mandados de busca e apreensão em endereços vinculados aos investigados, ocasião em que foram arrecadados diversos elementos probatórios que confirmaram a prática criminosa.
Diante das provas obtidas, representou-se pela prisão preventiva dos principais envolvidos no esquema criminoso, incluindo o responsável pela coordenação dos desvios e o destinatário final das cargas subtraídas. As medidas cautelares foram deferidas pelo Poder Judiciário, sendo as prisões cumpridas nos meses de abril e maio deste ano.
Ao todo, seis pessoas foram indiciadas pelos crimes investigados. Além dos principais envolvidos, os motoristas participantes do esquema também responderão pelos crimes de apropriação indébita, associação criminosa e falsificação de documento.
A Polícia Civil do Estado de Minas Gerais acredita na existência de outras possíveis vítimas e reforça que permanece à disposição da população.

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